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Servidores de DNS Recursivos precisam ser bem configurados e atender a alguns requisitos de segurança e boas práticas. Como definição para essas ações podemos seguir | Servidores de DNS Recursivos precisam ser bem configurados e atender a alguns requisitos de segurança e boas práticas. Como definição para essas ações podemos seguir as práticas do '''KINDNS''' da '''ICANN''', descritos [https://kindns.org/shared-private-resolvers/ '''aqui''']. Para diminuir a curva de dificuldade entre instalação e configuração, criei um projeto no '''GitHub''' chamado '''[https://github.com/gondimcodes/unbound-kindns UNBOUND-KINDNS].''' O projeto tem como objetivo facilitar a instalação de um sistema, para atender as 7 práticas do KINDNS. Vamos fazer um check list rápido: | ||
* Prática 1 - A validação DNSSEC deve estar obrigatoriamente habilitada nos resolvedores recursivos. Unbound já atende por padrão. | * Prática 1 - A validação DNSSEC deve estar obrigatoriamente habilitada nos resolvedores recursivos. Unbound já atende por padrão. | ||
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* Prática 7 - DoT (DNS-over-TLS) ou DoH (DNS-over-HTTPS) deveriam estar habilitados. A implantação de qualquer um deles é a forma mais simples de proteger contra interceptação (eavesdropping), manipulação de consultas DNS e ataques do tipo homem-no-meio (Man-in-the-Middle), por meio da criptografia das consultas DNS entre o resolvedor stub e o resolvedor recursivo, ou entre um resolvedor encaminhador (forwarder) e um resolvedor recursivo. Aqui também o projeto entrega o sistema preparado para '''DoT''' e '''DoH''', só necessitando da configuração dos certificados TLS. | * Prática 7 - DoT (DNS-over-TLS) ou DoH (DNS-over-HTTPS) deveriam estar habilitados. A implantação de qualquer um deles é a forma mais simples de proteger contra interceptação (eavesdropping), manipulação de consultas DNS e ataques do tipo homem-no-meio (Man-in-the-Middle), por meio da criptografia das consultas DNS entre o resolvedor stub e o resolvedor recursivo, ou entre um resolvedor encaminhador (forwarder) e um resolvedor recursivo. Aqui também o projeto entrega o sistema preparado para '''DoT''' e '''DoH''', só necessitando da configuração dos certificados TLS. | ||
== Requisitos == | |||
O script de instalação foi concebido para rodar em um '''GNU/Linux Debian 13 (Trixie)''' mas fique à vontade para modificá-lo para sua distribuição GNU/Linux favorita. Como os serviços rodam em containers, ficam independentes de distro GNU/Linux. | |||
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Edição das 21h37min de 5 de julho de 2026

Introdução
Servidores de DNS Recursivos precisam ser bem configurados e atender a alguns requisitos de segurança e boas práticas. Como definição para essas ações podemos seguir as práticas do KINDNS da ICANN, descritos aqui. Para diminuir a curva de dificuldade entre instalação e configuração, criei um projeto no GitHub chamado UNBOUND-KINDNS. O projeto tem como objetivo facilitar a instalação de um sistema, para atender as 7 práticas do KINDNS. Vamos fazer um check list rápido:
- Prática 1 - A validação DNSSEC deve estar obrigatoriamente habilitada nos resolvedores recursivos. Unbound já atende por padrão.
- Prática 2 - Regras de ACL devem ser obrigatoriamente utilizadas para restringir quem pode enviar consultas recursivas aos seus resolvedores/validadores DNS. Este projeto possui arquivos de ACLs para liberar apenas quem pode consultar seu DNS.
- Prática 3 - A minimização de QNAME (QNAME Minimization) deve estar obrigatoriamente habilitada para mitigar o vazamento de nomes de domínio. Este projeto encontra-se com QNAME minimization já ativo.
- Prática 4 - Os serviços DNS autoritativo e recursivo não devem coexistir no mesmo servidor DNS. Unbound não faz Autoritativo, então OK também.
- Prática 5 - Os seus serviços de resolução recursiva devem possuir resiliência, utilizando pelo menos dois servidores distintos, considerando critérios de diversidade. Este projeto te permite configurar DNS(s) Primário e Secundário ou uma rede de DNS(s) Anycast.
- Prática 6 - O monitoramento dos serviços, servidores e equipamentos de rede que compõem a sua infraestrutura DNS deve ser obrigatoriamente implementado. O projeto já entrega um container com Zabbix Agent2 7.0.x e um script para envio de métricas para o Zabbix Server. O template para o Zabbix Server encontra-se aqui.
- Prática 7 - DoT (DNS-over-TLS) ou DoH (DNS-over-HTTPS) deveriam estar habilitados. A implantação de qualquer um deles é a forma mais simples de proteger contra interceptação (eavesdropping), manipulação de consultas DNS e ataques do tipo homem-no-meio (Man-in-the-Middle), por meio da criptografia das consultas DNS entre o resolvedor stub e o resolvedor recursivo, ou entre um resolvedor encaminhador (forwarder) e um resolvedor recursivo. Aqui também o projeto entrega o sistema preparado para DoT e DoH, só necessitando da configuração dos certificados TLS.
Requisitos
O script de instalação foi concebido para rodar em um GNU/Linux Debian 13 (Trixie) mas fique à vontade para modificá-lo para sua distribuição GNU/Linux favorita. Como os serviços rodam em containers, ficam independentes de distro GNU/Linux.